quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sr.F e o Lar

Ao som de Mother, Pink Floyd e de Sweet Home Alabama, Lynyrd Skynyrd



________________________________Lar
A casa, a família, o cachorro, a amiga,
Lar
Se eu pudesse, se conseguisse viveria sozinho
Mas a solidão devora e assusta,
Sozinho, não solitário?
____________Lar
Aonde sessenta quilômetros se tornam mais próximos do que seis passos,
O morno afago importa mais que complicadas fechaduras
______________________________________________________Lar
Porque não preciso tatear quando acordo assustado
E se ficar cego não tropeçarei
_________________Lar
A poesia nunca será boba e fútil aqui, ou lá,
Não preciso nomear nem mensurar distância,
Se não houvesse porque dar satisfação ao carteiro seria sempre aqui
______Lar
Mais de um sim,
E por que não?
_____________________Lar
Centenas de parentes,
Sofá, tio, cortina e gato,
Irmã, televisão, cartão de natal e padrasto,
Cheiro de incenso, Chet Baker, Frank Zappa,
o travesseiro molhado de lágrimas,
O cheiro do conhecido.

Sobre o texto

Este é um texto "acidental", ocorreu bem ao acaso mesmo, sem a inten~ção que mais tarde se tornasse um post.


Tive que colocar uns traços á esquerda da palavra Lar porque no texto original esta palavra está espalhada, aleatória no texto e o unico modo de ser fiel ao texto original foi dando estes espaços pois o blogspot queria "corrigir" meu texto...Maldido pós-moderismo...

Bom, espero que gostem.

domingo, 2 de agosto de 2009

Você e outras poesias

Ao som de Ooh La La - The Faces , ou Everybody's Gotta Learn Sometime do Beck



Fim da tarde, sol se pondo, Sr.F caminhado na sua volta para casa encontra uma amiga sentada em um banco de uma praça, segurando um girassol em uma das mãos e apoiando um caderno nas pernas que estão cruzadas, os óculos escuros escondem o que seus olhos procuram:


Sr.F – O que te trazes á praça a esta hora?

Srta.L – Oi! Ah, eu estava tentando escrever uma poesia

Sr.F – Bonita flor

Srta.L – É, eu estava vendo se ela me trazia inspiração... Não estou tendo muito sucesso nesta Minha... Missão (sorri levemente)

Sr.F – Missão? Estranha a maneira como tratas algo que deveria ser prazeroso

Srta.L – Antes que meu corpo desvaneça,
Ou minha mente se esgote e de lembranças eu só tenha meu ultimo suspiro,
Um verso rematado, uma estrofe elegante construirei,
Uma sublime poesia terei

Sr.F - Leia, escreva e então terás sua poesia

Srta.L - Para você é algo simplório, mas por mais incrível que te possa parecer; para mim está
sendo uma tarefa obscura, inglória

Sr.F - Não faça da poesia uma tarefa ou missão, naturalmente a terá.

Srta.L - Você tem facilidade para isso, nasceu poeta.

Sr.F - A poesia não é um dom, a poesia escolhe os corajosos, não os virtuosos à ventura

Srta. L - Eu queria saber o que eu sei agora; quando eu era mais nova;
Srta. L - É que não consigo achar as palavras certas sabe? Isto me desanima, acho que estou
Fazendo tudo errado.

Sr.F - Não procures palavras, são elas que tem que te procurar, a rigor não existem
sinônimos, não desejes rimas nem pretendas versos perfeitos

Sr. F - Não precisas ser um poeta para fazer poesia, o papel se contentará em ter seu
sentimento expresso nele

Srta. L – Sentimentos e emoções não me faltam,
As tantas lágrimas que derramei me fariam escrever epopéias,
No entanto minha mente e sua fadiga torturam-me;

Srta. L - Sinto... Que cada vez mais eu fico sem assunto,
Não sei se é preguiça de falar, de escrever, ou preguiça das pessoas.
Eu queria saber o que eu sei agora; quando eu era mais forte;

Sr.F - Não percebestes mas esteve fazendo poesia em todo este momento

Sr.F - Achar que poesia somente é construída à base de galantes palavras, é subestimar a
Poesia

Srta.L - Humm...Pois acho que você é mais um fruto da minha perspicaz capacidade de
enganar as pessoas, amigo, sinto muito te decepcionar, mas sou uma fraude

Sr.F - Não é a mim que você deve desculpas e sim a si mesma

Sr.F - Não me entristece ver que sua poesia é ruim, me entristece ver que não acreditas que
possa fazer uma

E assim Sr.F se despede de sua amiga e ruma em direção a sua casa. No outro dia fazendo o mesmo percurso , no mesmo banco onde sua amiga estava sentada no dia anterior, Sr.F vê um bilhete, seguro por um girassol, ele o pega para ler então:

“ Razão você teve, prodígio não sou, nem quero ser;
Se algo importante quero fazer, talvez seja para permanecer,
Mas se assim fizer, lembrada serei por quem?

Não preciso de elogios oportunos e muito menos de falsidades,
A estes lhes desejo que nunca vejam estes versos
A quem quero que este poema agrade não contará palavras, ou linhas,
Nem se importará com a perfeição de uma rima ou a forma de uma estrofe,

Eu não me importarei.”






Obrigado,
Consegui!

Sobre o texto

Este texto dedico a minha amiga Leticia e as nossas conversas (virtuais e reais), afinal elas foram a base deste conto.

Assim é Leticia, não uma fraude, uma falsa anti-social, falsa antipática e falsa não-poetisa, que tem mais vocação para escrever do que imagina.

Mas a Srta.L. não foi feita só de Leticia, de certa forma tem algo de mim e de outras pessoas, de fato acho que mais pessoas se identificarão com ela.

O título tirei de um livro que tenho aqui em casa que se chama " Eu e outras poesias" , de Augusto dos Anjos.

Com este conto espero conseguir voltar de vez a "blogosfera" , lugar por onde estive quase ausente este ano. Espero que tenham gostado

domingo, 23 de novembro de 2008

Tempos Futuros - Parte 2 (final)

Parte 1
Para entender esta parte final é preciso ler a parte 1 (Por favor, tenham paciência, ouçam Pink Floyd, acendam um incenso e aproveitem a viagem)




Ao som de Future Times - Yes ou de Echoes - Pink Floyd


Sr.F pela primeira tenta raciocinar, não vai gastar seu tempo na procura de pequenas respostas vai a caça da razão de tudo, esperando que haja uma única resposta para isso. Sr.F anda lentamente pela cidade, entra no que antes parece ter sido uma avenida. Está deserta, não há ninguém na avenida até onde a vista de Sr.F alcança e ele ainda anda. Do chão da rua brotam pequenos gêiseres com gases da cor da nevoa.

Aos poucos Sr.F percebe que não está tão só, é possível ver pessoas o observando pelas frestas das janelas que estão parcialmente fechadas, a principio Sr.F tenta não reparar a estas pessoas até que a sua esquerda algo lhe chama mais a atenção: Dentro de uma casa simples e quase arruinada, com janelas de madeira, Sr.F vê um par de olhos verdes o seguindo. Sem saber onde estava Sr.F decide tentar alguma informação com aquela pessoa.

A porta range como em um filme de terror, o chão também de madeira parece que vai ceder a cada passo lento de Sr.F. Ele ouve uma pessoa se aproximar, pára. A pessoa também parece ter parado, ninguém reage, é possível se ouvir o silêncio.

Sr.F ouve um ruído vindo de sua esquerda onde somente há um espelho. A imagem que estava embaçada vai se clareando, Sr.F percebe que a figura refletida lhe é conhecida, muito conhecida alias. Ele vê sua imagem no espelho, mas não é apenas a sua reprodução, há algo diferente, no espelho Sr.F está envelhecido, pálido, de aspecto sorumbático. È uma visão de um futuro sombrio, nublado; Sr.F quer acreditar que aquele reflexo ali não é o seu. Chega mais perto, força a vista, agora a imagem mudou talvez aquele reflexo realmente não o represente.

Não há apenas uma figura agora, vários pontos negros se multiplicam no espelho. Eles se juntam se misturam e formam outros pontos maiores, isso se repete algumas vezes até que Sr.F percebe que não são figuras aleatórias, rapidamente ele as reconhece, são seus parentes, são seus amigos mas uma coisa lhe incomoda...

Eles não têm rosto, há uma mancha negra sobre suas cabeças, somente um vulto...E Sr.F começa a entrar em desespero porque começa a esquecer como era a face destas conhecidas pessoas, era como se ele estivesse esquecendo-as. Os pontos se juntam e o espelho fica negro, quebra lançando estilhaços em Sr.F, mas não o machucam caem no chão e se desmancham.

Sr.F nem tem tempo para pensar nisso pois ouve um ruído, parece vir do quarto a sua direita, ele vira rápido e vê alguém lá entrando. Andando com receio ele adentra o quarto, uma mulher está no centro dele, como que o aguardando, está escuro mas uma luz vindo do chão a ilumina, cabelos ruivos, olhos verdes hipnotizantes, os dois ficam parados lá por alguns segundos até Sr.F dizer:

Sr.F – Porque me trouxe até aqui?

Mulher – Foi você quem veio, eu não te trouxe, ninguém te trouxe.

Sr.F – Onde estão todos, onde eu estou?

Mulher – No lugar que você quis estar, com quem você quer estar.

Sr.F – Porque eu ia querer estar aqui? E não te conheço ao menos para querer estar contigo.

Mulher – Não responda pela imagem que você vê, sim pelo o que ela representa

Sr.F tenta então se aproximar da mulher que recua e estende o braço esquerdo, Sr.F retribui, as mãos deles se tocam, Sr.F é surpreendido por uma espécie de choque, algo que o joga para traz e muito forte, parece que ele vai bater na parede, se abre algo na parede, como se fosse um buraco negro mas de lá vem brilho, intensidade e mistério.

Sr.F fecha os olhos...Tem medo de abri-los, pensa, respira, sente....Começa a tatear com a mão o que está a seu redor, reconhece, abre os olhos. Está em seu quarto novamente, parece que nada mudou desde aquele momento em que Sr.F foi dormir depois de um estafante dia de serviço a não ser o fato de que já se passaram sete horas e Sr.F já tem que se aprontar para ir trabalhar.

Sr.F parece um paciente recém anestesiado, confuso ele anda pelas ruas observando cada detalhe, olhando para todas as pessoas que consegue. Chega ao local de trabalho, a mecânica da rotina o faz esquecer um pouco tudo o que aconteceu e Sr.F tenta se convencer que tudo não passou de um sonho.

Um colega o chama:

Colega – Que barulho é esse hein?

Sr.F - Qual barulho?

Colega – Venha aqui

Sr.F se dirige até a sala onde está seu colega que aponta para cima

Colega - Está ouvindo?

E Sr.F se concentra, e ouve:

- “tinc...Ping....Bling...tinc





quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tempos Futuros - Parte 1

Ao som de Future Times - Yes ou Echoes - Pink Floyd


Conversa entre Sr.F e um colega seu de trabalho:

Colega – Nossa! Estou acabado... Não vejo a hora de chegar em casa.

Sr.F – Eu tenho um monte de coisas para fazer ainda.

Colega (Se aproximando de Sr.F como se estivesse indo lhe contar algum segredo intimo ) – Sabe Sr.F, vou te contar uma coisa, sei que vai parecer uma grande viagem minha, uma bobeira talvez, mas...Já imaginou o que aconteceria se você descobrisse que tudo e todos o que você conhece, tudo o que você já viu e tocou são mentiras? Nunca existiram.

Sr.F – Como assim?

Colega – As imagens. O mundo. Será tudo real? Ou a nossa imaginação é quem faz tudo isso? Quer dizer, será que se quiséssemos, poderíamos fazer com que essa imagem fosse melhor para nós e até para todos?

Sr.F – Sei o que quer dizer, é aquela história de que a imagem é a produção do real * não é?

Colega – Sim, sim!

Sr.F – Eu te entendo colega mas para mim o real é o que de fato eu vejo, e não é, nem pode ser o que eu gostaria de ver.

Colega – Mas isto mudaria se nós tivéssemos a capacidade de produzir imagem, certo?

Sr.F – Certo, mas creio que isto seja impossível (Sr.F dá um sorriso preocupando-se em não se mostrar arrogante)

Sr.F está estafado, sem tirar férias há quatro anos, vivendo uma época de incertezas e pressão no seu trabalho, sua cabeça parece estar prestes a explodir.

È sexta-feira, já passa das 20h15min, Sr.F volta para casa de metrô. Está lotado, mal conseguindo respirar ele começa a passar mal. Suas mãos e seu pescoço suam, a perna está cansada, ele não consegue ficar muito tempo em uma posição, seus olhos ardem, a boca está seca, a cabeça dói e milhares de vozes ao seu redor parecem o estar perseguindo, seguem-no dizendo seu nome e lhe pedindo ajuda. Sr.F se sente cercado, acuado, sai do vagão antes mesmo do seu destino, quer se livrar logo de tal agonia.

Já é noite e a visão de Sr.F embaraça com as luzes ne néon, seus passos soam em seus ouvidos como se fossem madeiras batendo na parede e o eco os faz sentir como se lês sangrassem por dentro, seu corpo pesa, sua mente enfraquece. Sem saber ao certo como, Sr.F chega em casa; atordoado e exausto ele busca se alimentar.

Alivio imediato, Sr.F não consegue ficar muito tempo em pé, vai para a cama afim de tentar descansar mas não consegue fechar os olhos, algo lhe incomoda, são sons que ele não consegue identificar de onde vem e não tem forças para procurar.

Não são mais as vozes que lhe incomodavam antes, parecem gotas d’agua pingando em um cano de ferro, aumentam e diminuem de intensidade sem alguma razão aparente.

- “tinc...Ping....Bling...tinc

- Hey, acorde

- Acorde !! Você não tem muito tempo.

Sr.F – Tempo? Tempo para o que?

- hahahaha...Olhe para a janela seu preguiçoso.

Sr.F se levanta e se dirige a janela.

Sr.F - Meu Deus, o que aconteceu? Onde eu estou?

- Esta no mesmo lugar que estava quando adormeceste.

Sr.F olha ao seu redor e começa reconhecer pequenos detalhes como um abajur com a cúpula verde, um pôster da banda de rock Yes, uma carranca, uma caneca com chaveiros e palhetas de violão e um porta retrato.

Sr.F- Este...Este é o meu quarto.

Sr.F pela primeira vez tenta olhar para a pessoa, para a voz com quem ele esta falando, procura por toda a sua casa mas não consegue acha-la, neste exercício vai reconhecendo alguns objetos enquanto estranha outros, pára algumas vezes para pegar algo.

- Se preocupas com pouco, ainda nem olhastes pela janela.

Sr.F (que agora se encontra na sala ) – Quem é você? Como entrou aqui? O que quer de mim?

De repente, com muita força, uma persiana se abaixa assustando Sr.F que estava de costas para a janela. Sr.F se vira e lentamente vai em direção a janela, há muito vento e silêncio vindo da rua. Primeiramente olhando reto Sr.F se espanta, quase em estado de choque ele vê uma cidade tomada por uma nevoa.

È uma nevoa que mistura as cores laranja e marrom. Alguns prédios estão parcialmente destruídos como se houvesse caído uma bomba neles, Sr.F olha para baixo e vê que há pouca iluminação, muitos postes (assim como árvores) estão no meio da rua, caídos como se tivessem sido vitimas de um furacão.

Sr.F – O que aconteceu aqui? O que você fez?

Confuso e atormentado Sr.F esquece a voz e desce as escadas correndo, vai para as ruas. No caminho encontra pessoas de seu prédio subindo as escadas, eles encaram Sr.F. longamente ele se desequilibra caindo no final da escadaria, machucando sua cabeça e seu ombro, sangra um pouco mas a dor ou o sangue é o que menos importa agora.

Sr.F está perplexo com o que vê, as ruas estão quase que vazias, muitas casas e lojas estão em ruínas ou em situação de abandono, não se ouve o som de automóveis, calçada e rua se tornaram uma coisa só, o cheiro de enxofre no ar é quase insuportável, a cidade cheira a dor, cheira a morte.

Sr.F sai correndo, vai a procura de seu amigo que mora a duas quadras de seu apartamento. Há um imenso portão coberto por trepadeiras no lugar onde antes era uma casa simples com jardim, muro baixo e bebedouros para pássaros. Ninguém atende...

Sr.F volta para seu apartamento e não encontra mais nenhum de seus antigos vizinhos, devem ter-se mudado pensa ele que pega o telefone e tenta ligar para alguém, somente enganos e números inexistentes...

Eles foram embora, alias, nunca existiram. Poupe seu tempo, não sofras com isso.

Sr.F – Eles quem? Todos? Isso não é possível, quer dizer,as pessoas que eu conheci; todas morreram? O que houve aqui? Uma bomba? Em que ano estou?

Você faz muitas perguntas, tente, ao menos, obter as respostas primeiro.

Sr.F – Onde está todo mundo? Me responda !! Fugiram, desapareceram, morreram?

- Ninguém morre sem antes ter nascido, existido.

Sr.F – O que? Isso é...Meu Deus, que loucura (Sr.F põe as mãos na cabeça, olha pela janela para baixo, se ajoelha e diz sussurrando a si mesmo – eu tenho que entender tudo isso, tenho)

Sr.F se levanta com lágrimas nos olhos, não tenta mais ouvir a voz que já se calou a algum tempo. Sr.F sai de casa, nem tenta curar seus ferimentos. Sem rumo ou destino vai à procura de algo que ele desconhece o que é.

*Frase de Descartes

** Continua.

Sobre o Texto

Finalmente!! Depois de mais de um mês sem postar nada cá estou eu de volta. Peço desculpas a todos que frequentam o blog e aos meus perceiros já que nesse periodo não consegui entrar em nenhum blog (achei que iria ficar mais desanimado se visitasse os blogs).

Esta é a primeira parte da estória. Sei que muita gente não gosta desse estilo de postagem mas se colocasse a estória toda ficaria muito longo o post, assim o texto fica mais agradável para vocês e o suspense fica mantido até a continuação.

Antes que alguém pergunte, a demora em colocar outro post foi dificuldade de inspiração minha, meu cérebro tirou férias e esqueceu de me avisar.

Este é um texto que espero muito que vocês gostem e para aprecia-lo melhor sugiro que ouçam uma das 2 músicas que indiquei (ou as 2 se possivel...). Future Times do Yes foi a inspiração para o nome do texto e mostra todas as qualidades do guitarrista Steve Howe, no video - de 1979 - talvez está a melhor formação da banda(na minha opnião só faltando o Bill Bruford para isso). Echoes é uma baita viagem do Pink Floyd, uma tremenda música, uma das melhores do rock para mim, é exelente.

Link para os albúns em que estãoa s músicas: Tormato - Yes

Meddle - Pink Floyd